Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.
Pouco é menos da metade.
Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.
Vergonha é um pano preto que você quer para se cobrir naquela hora.
Lágrima é um sumo que sai dos olhos, quando se espreme o coração.
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta para os outros.
Solidão é uma ilha com saudade de barco.
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Abandono é quando o barco parte e você fica.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.
Ausência é uma falta que fica ali presente.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Emoção é um tango que ainda não foi feito.
Paixão é quando apesar da palavra “perigo” o desejo vai e entra.
Desejo é uma boca com sede.
Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair da sua boca depressa.
Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu, sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa.
Ansiedade é quando sempre faltam cinco minutos para o que quer que seja.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Agonia é quando o maestro de você se perde completamente.
Lealdade é uma qualidade dos cachorros, que nem todo ser humano consegue ter.
Sucesso é quando você faz o que sempre fez, só que todo mundo percebe.
Ousadia é quando a coragem diz para o coração: “Vá!” e ele vai mesmo.
Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho.
Sorte é quando a competência encontra com a oportunidade.
Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada especialmente.
Certeza é quando a ideia cansa de procurar e para.
Desilusão é quando anoitece em você, contra a vontade do dia.
Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é Fevereiro.
Desatino é um desataque de prudência.
Pressentimento é quando passa em você um trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo.
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Renúncia é um não que não queria ser.
Perdão é quando o Natal acontece em Maio, por exemplo.
Vaidade é ter um espelho onisciente, onipotente e onipresente.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Sorriso é a manifestação dos lábios quando os olhos encontram o que o coração procura.
Beijo é um procedimento inteligentemente desenvolvido para a interrupção mútua da fala quando as palavras tornam-se desnecessárias.
Amigos são anjos que nos levantam quando nossas asas estão machucadas.
Desculpa é uma palavra que pretende ser um beijo.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
Não.
Amor é um exagero... também não.
É um cuidar de... Uma batelada de carinho?
Um exame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?
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Fazia tempo que não postava, eu sei. A facul tá tirando meu tempo.
Escrevi um texto, preciso digitá-lo ainda... Mas prometo publicá-lo aqui o quanto antes.
Sobre o texto: Recebi por e-mail e achei bonito. O da lágrima foi o que tinha marcado pra mim (foi a segunda vez que recebi esse e-mail...), talvez seja porque é bem isso mesmo, hehe.
Desculpe o atraso com as postagens. Não abandonei o blog, apenas não posso dedicar tanto tempo quanto gostaria nele...
Well... That's it!