Várias vezes eu já disse que queria que o tempo parasse. Que aquela segunda jamais chegasse, que eu pudesse viver aqueles momentos para sempre.
Ou pior: já quis que o tempo voltasse. Voltar para a época em que eu era criança ou mesmo voltar um mês, ou até um dia, algumas horas, minutos.
Coisa besta!
Parar no tempo? E viver aquela mesma coisa pro resto da minha vida? Não, muito obrigada. O que seria o legal do momento torna-se chato, monótono, sem graça, enjoativo. Vira algo qualquer e o que era especial vira banal.
Ou então, voltar no tempo. Ótimo, viveria tudo de novo. Tudo mesmo. Quero dizer coisas boas e coisas ruins, tudo novamente. Não, não, prefiro desejar fazer com que o que aconteceu aconteça novamente de forma parecida ou até melhor do que o que eu vivi. Bem mais prático. E possível.
Adiantar o tempo?
Não, nunca quis isso com muita frequência. O tempo passa sozinho, e meu desejo de manipulá-lo não vai mudar nada. Aliás... o que é o tempo, mesmo?
Pois é.
Esse papo de “querer é poder” é muito simbólico, afinal. Não pode ser levado no sentido denotativo da coisa, já que, por mais que eu me empenhasse, não conseguiria fazer o tempo parar, muito menos voltar ou adiantar.
Cada coisa besta que a gente pensa...
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