quinta-feira, 29 de maio de 2008

Pique-esconde?


Estive procurando por muito tempo. Infelizmente, quando eu penso que estou perto, foge de mim, não deixa sequer encostar-lhe um dedo. Pior, ainda vira e me obriga a ver uma risada de deboche, como uma criança arteira brincando de pega-pega.

Pensando bem, é bem isso mesmo. Aquela criança pestinha que vive fugindo de mim e ainda ri antes de sumir novamente no meio de uma paisagem pitoresca. E como corre!

Ao menos parece estar se divertindo. às minhas custas, mas está se divertindo. Poderia ser pior. Eu poderia nem ver de relance essa figura tão desejada. Ela poderia simplesmente se aproveitar e fugir durante meu sono em vez de ir me cutucar e tentar me acordar para eu correr atrás dela novamente, louca para brincar.

Criança competitiva que gosta de desafios. Gosta de me testar todos os dias, gosta de se testar todos os dias. Quem será que vai vencer hoje? Será que conseguirei alcançar aquela coisa cheia de energia?

Ah, mas não pense que é uma criança tão sem-vergonha assim! Muito pelo contrário, ela costuma ser bem tímida e caprichosa. Só aparece quando quer, e geralmente nas horas mais inconvenientes. Talvez isso seja apenas uma de suas travessuras...

Vou ver se a encontro no quadro acima. Ela gosta de se esconder nos lugares mais improváveis mesmo, talvez ela esteja por lá.

Um dia eu te pego, Inspiração!

sábado, 17 de maio de 2008

Ai, a ortografia...

Certas coisas que encontramos pela rua são dignas de uma foto. Por quê?
Primeiro: porque ninguém iria acreditar se você apernas falasse. Segundo: certas coisas são exóticas demais, merecem ser guardadas para a posteridade. Terceiro: é sempre bom para lembrar de não fazer nada parecido algum dia.

A mais nova eu vi ontem, voltando da faculdade (essa cidade de São Paulo não cansa de me surpreender...). Outro problema com a coitada da ortografia... Mas dessa vez não tiveram dó.

Num muro estava escrito algo sobre o racismo e preconceitos em geral. Que " brancos, negros, índios, deficiêntes, homossexuals e nordestinos possuem direitos iguais".
Ai, ai... Meus olhos não merecem ler coisas assim, merecem?

É isso aí, diga não ao preconceito...

Fui visitar uma fábrica, aí estava escrito numa placa: "Desentupidor de ciclones". Segurei o riso quando li aquilo. Fiquei imaginando um grande desentupidor sobre um ciclone passando por alguma cidade isolada tentando desobstruir o coitado... Depois fui descobrir o que exatamente era aquela tal máquina "ciclone", mas uma placa daquelas na rua seria muito engraçado.

Ih, meu tempo de descanso acabou...

Devo-me ir. Obrigada por aparecerem por aqui!

sábado, 10 de maio de 2008

Conversa de bêbado

Outro dia estava voltando da faculdade e li num muro:

"SE BEBER NAO DIRIJA EM
CASA ALGUÉM ESTÁ TE ESPERANDO"

Eu, na total falta do que fazer, comecei a pensar no que a pessoa que escreveu aquilo queria dizer.

"Se beber Não Dirija, em casa alguém está te esperando".
Que sabor será que tem esse tal de "Não Dirija", hein?

Ou então:
"Se beber Não Dirija em casa, alguém está te esperando".
Ah, agora temos um apelo comercial. Será que esse "alguém" é boa companhia? Se for, vai vender um monte dessa bebida nova aí.

Tem também:
"Se beber, não dirija em casa. Alguém está te esperando".
É, talvez seja melhor desistir da idéia de pegar o carro do meu pai e dar uma voltinha pela casa. Alguém pode ficar bravo se eu atrasar.

Uma mais mirabolante, pouco comum de se ouvir, seria:
"Se beber não, dirija em casa. Alguém está te esperando".
Novamente o coitado do Alguém está aguardando. É bom não beber (ou beber o tal do "não") e dirigir logo em casa para não fazê-lo esperar muito.

É, ortografia é um problema.

Num estacionamento da USP (no PCO, bandejão da prefeitura) eu li em várias placas um aviso:

"NÃO ESTACIONE A RÉ".

Alguém sabe que tipo de veículo a tal da Ré é?

Eu, hein... Mundo doido esse.