quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Detalhes... Importantes, mas ainda assim, detalhes.

Não importa o tamanho ou beleza do elogio que recebemos, mas sim de quem um elogio vem.

A ocasião também interfere muito, com certeza. Mas ouvir um “você é maravilhosa” de uma pessoa especial tem um valor inúmeras vezes maior que ouvir de um parente distante que você acabou de conhecer.

O que quero dizer é que realmente processei essa informação há pouco tempo. Sabe quando você sabe das coisas inconscientemente e só quando pára pra pensar é que realmente acha que está entendendo como tudo funciona? Pois é.

Não estou dizendo que a qualidade do elogio não seja importante. Nem que é preferível não ouvi-los ao ouvir das pessoas que queremos, veja bem. Apenas me dei conta (muito tardiamente, creio eu) de que é incomparavelmente mais gostoso ouvir algo mais... sensível (?) de pessoas com quem temos certo carinho.

Estou refletindo um pouco agora... Eu realmente não precisava ter publicado isso. Na verdade, nem precisava ter escrito. Mas, sabe como é, adoro escrever (nem que seja pra mim mesma) e colocar num lugar que eu possa acessar de qualquer computador com internet também é uma idéia que me agrada, hehehe.

Sem mais.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O drama do dedo

É engraçado como a gente teima em sentir falta das coisas apenas quando elas se tornam ausentes. Não importa quantas vezes você já tenha ouvido a frase "É só depois que se perde que se valoriza" (ou uma vertente qualquer), teimamos em não-valorizar o que temos.

O meu então anônimo tesouro da vez é meu braço direito. Pra falar a verdade, apenas meu indicador direito. Jamais imaginei que um único dedo pudesse fazer tanta falta. Não que ele esteja completamente imobilizado... Bem, acho melhor explicar minha condição primeiro.

Um belo dia, depois de tomar banho, percebi que meu dedo estava dolorido (sim, foi o dia da matrícila, o dia do trote, sim, sim). Claro, não dei atenção, como sei que que a maioria não daria. "Daqui a pouco passa", pensei.
O dia passou, mas a dor não. E comecei a me incomodar.
"Acho que ganhei isso com o trote". Mas não fazia muito sentido. Não estava torcido, afinal. Ignorei por mais alguns poucos dias, quando realmente começou a doer.
Pudera, não dei trégua para meu pobre amiguinho enfermo: joguei video-game, não parei de digitar e usar o mouse (seja no msn, the sims ou outra coisa qualquer). Aí ele reclamou, claro. Me disseram que era LER (Lesão por Esforço Repetitivo), mas duvidei. Pois é.

O tendão inflamou e eu não tenho um bom anti-inflamatório aqui em casa. Para ser sincera, não estou afim de tomar remédio algum. Solução? Tentei passar uma pomada boa para dores musculares e afins, chamada Calminex (sim, aquela de uso veterinário. Pra vaca e cavalo, sim, sim, essa mesma). Não resolveu.
O que fazer? Comprar um tensor, claro. Comprei, e estou usando o dito cujo agora, portanto, perdoe-me por algum erro de digitação.

É estranho. Ele é grande e não deixa eu mover o punho. Comeintei isso com a moça que trabalhava na loja cheio desses aparelhos e acessórios ortopédicos
, mas ela disse que era isso mesmo, afinal, o que precisava ser imobilizado era a parte do tendão que fica mais perto do punho mesmo. Legal.

Como nunca quebrei um braço ou perna (o máximo que me acontecer foi trincar o mindinho do é e torcer dois dedos da mão. E ainda assim, eu ainda não conhecia um teclado de computador nessa época dos dedos torcidos), não sabia como era perder o movimento de uma parte tão fundamental de meu corpo.
Não consigo escrever, apenas digitar. Tá bom, tá bom, até consigo escrever, mas a letra sai tão bonita quanto era quando estava na primeira série do Fundamental...

É... Acho que vou tratar meus membros com mais carinho. Ou não. É difícil não expô-los a "grandes riscos"...

Só espero que desinche logo. Não estou afim de começar minhas aulas com essa coisa no meu braço, limitando meus movimentos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Pena...

Escrever é tão bom.
Pena que não tenho coragem de publicar o que sinto aqui.

Mas também, isso é totalmente desnecessário. E poderia resultar em consequências desastrosas, afinal.

Mesmo assim, é bom escrever. Desabafar consigo mesmo faz bem também. É um jeito de refletir sobre o assunto.

Terapia boa, recomendo.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Passei!

Ahhhhhh!

Pois é. Passei!
Poderia ter ficado numa melhor colocação? Claro que poderia. Mas passei. Foi no meu curso de segunda opção? Foi, mas é Poli. Segunda opção, terceira... Não importa, vai valer a pena.
Além do mais, ainda exista a transferência interna, não é nenhum drama, não.

E que bom que não passei na Unicamp de primeira! Perderia a chance de conhecer esse mundão que é a USP. Minha vontade é de fazer um monte de curso, mas acho que 24 horas não vai dar pra mim (talvez dê pro Jack Bauer, como sei que uns aqui devem ter pensado... Mas, para mim, é pouco). Tantos idiomas que eu gostaria de aprender! E esportes? Um monte! Fora as outras atividades artísticas e tal (dança, canto, modelagem...).

Eu não estava muito empolgada no começo, mas agora...!

Pois é. O que tiver de acontecer, acontecerá. Sempre acreditei nisso...

Pois é, pois é...

Hoje foi o trote da matrícula. Até que saí com poucas seqüelas: pé direito ralado e dedo indicador direito dolorido. Com certeza ganhei essas "lembranças" na piscina do pessoal de Eng. Química. Piscina de lama, com direito a restos de capacetes de melancia, grama e alguns fios de cabelo. Lugar com cheiro de água suja (duh), mas foi engraçado procurar aquela tampinha de tinta naquele treco. E depois dançar a Macarena com mais três bixos... Ah, coisas de doido que só acontecem uma vez na vida.

Agora estou feliz. E um pouco apreensiva. A sensação é a de estar sendo deixada num mundo assustadoramente enorme sem ter alguém que possa caminhar com você nessa aventura que é conhecer o novo ambiente de uma imensa universidade.

Mas é isso aí.
Tenho que ir agora. Acho que ainda tem tinta verde no meu ouvido.
Escola Politécnica, aí vou eu!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Cada qual no seu canto

(Já vou avisando: Texto longo. Tenham paciência e leiam até o fim. Ou não. Não obrigo ninguém a ler o que escrevo aqui, afinal)

Por que não existe ala para fumantes na praia também?

Na verdade, nem precisaria se eles tivessem um pouquinho de bom senso.

Exagero meu? Ora, sou alérgica (ou, no mínimo, extremamente sensível) à fumaça desse pequeno vilãozinho da saúde, o que posso fazer? Chega bem próximo do nível de totalmente insuportável, para mim, ser obrigada a inalar aquele... aroma, que me deixa, quando pouco, irritadiça. Isso quando sinto como se meus pulmões estivessem realizando uma greve juntamente com meu nariz e fechar tudo quanto é passagem respiratória...

Mas voltemos ao foco desse texto.

Quem fuma poderia ao menos caminhar um pouquinho e ir para a entrada da praia, assim o vento que vem do mar não levaria aquela fumacinha odiável para dentro da narina de pessoa alguma. Seria ótimo, já que, para saciar a vontade que essa dependência cria, o indivíduo deveria levantar do seu confortável assento para ficar, muitas vezes, ao sol, pisando naquela areia fofa e quente... E isso já faz com que a vontade passe um pouco, deixando a preguiça falar mais alto. Maravilha, seus (e os meus) pulmões agradecem juntamente com a atmosfera (afinal, querendo ou não, você iria queimar algo. Combustão, liberação de C, CO, CO2, sabem como é) e, ainda, seu bolso também iria adorar (80% do preço do cigarro é imposto).

Algumas pessoas acreditam que os fumantes são egoístas, que eles juram não estar incomodando quando resolvem “dar uma tragadinha”. Ou ainda, que eles realmente crêem que basta colocar aquele pedaço de papel com recheio de nicotina incandescente um pouco mais para o lado (coisa de nem meio metro) para deixar de incomodar os não-fumantes.

Quer dizer, tudo bem, se quiser diminuir o seu tempo de vida, ótimo, quem está cometendo um “suicídio” é o fumante, mas precisa levar junto quem está perto?

O fumante passivo acaba sendo mais prejudicado que o próprio fumante. Criança então, que é mais sensível...

Pessoas que ficam expostas à fumaça do cigarro podem ter bronquite, pneumonia, resfriados e asma, principalmente crianças e adolescentes. Além disso, uma pesquisa realizada nos EUA constatou que a causa da doença de 3000 pacientes com câncer de pulmão estava associada ao fumo passivo.

Um cigarro aceso produz 2 tipos de fumaça:a que o fumante aspira e devolve depois que é filtrada no seu pulmão, e a chamada lateral que é aquela que o fumante passivo entra em contato. Esta última sai diretamente do cigarro e, por não passar pelo filtro do pulmão de quem está fumando, possui as mesmas substâncias tóxicas que a primeira em concentrações ainda maiores.

A fumaça lateral contém 3 vezes mais nicotina, 3 vezes mais monóxido de carbono e 50 vezes mais substâncias cancerígenas.

Nos locais fechados em que é permitido fumar, as partículas da fumaça se espalham rapidamente levando a concentrações que excedem os níveis padrão de qualidade do ambiente. Atualmente nas grandes empresas já se pode ver as áreas criadas especialmente para os fumantes, não sendo permitido fumar em outro lugar. Caso não houvesse um lugar específico para os fumantes, uma pessoa que não fuma ao final de um dia de trabalho (aproximadamente 8 horas diárias) chegaria a fumar de 1 a 4 cigarros.

Diversas pesquisas vêm sendo elaboradas a respeito desse tema e, desde já, cientistas mostram que a incidência de câncer de pulmão entre os fumantes passivos é duas vezes maior do que a encontrada na população geral, e que as esposas dos fumantes têm o dobro de chance de desenvolverem este tipo de doença quando comparadas com as esposas de não-fumantes. Filhos de fumantes estão mais suscetíveis a doenças respiratórias que os demais, sem falar que o exemplo de ter pais fumantes é muitas vezes seguido por eles mais tarde.

Efeitos imediatos da poluição tabágica ambiental no fumante passivo:

Irritação nos olhos

Congestão nasal

Tosse

Dores de cabeça

Alergias

Informação retirada de um site filial do Ministério da Saúde.

Ok, essa do “até quatro cigarros em um dia de trabalho” confesso que era novidade pra mim. Agora, o resto...

Não sei quanto aos outros, mas eu me sinto bem em acreditar que não é todo o fumante que fuma dentro de casa sem se importar com sua família. Que, quando ele sente aquela necessidade de nicotina, ele se dá o trabalho de ir, no mínimo, na janela de um cômodo mais distante ou mesmo no quintal para se satisfazer.

Não sei se sou muito antiquada ou o quê, mas acredito ainda que exista uma parcela considerável de fumantes que tenham um mínimo de respeito pelos outros.

Bah, acho que já tá bom.

Só queria me expressar de algum jeito como me sinto em relação a isso.

Quando a praia era menos cheia eu não sofria com esses probleminhas que realmente incomodam... Menos gente, menos fumante no local e, portanto, uma praticamente ausência de fumaça vindo com o vento para dentro de minhas narinas.

Pra quem souber um pouco de inglês e quiser um site legal: http://www.who.int/tobacco/research/secondhand_smoke/en/index.html