(Já vou avisando: Texto longo. Tenham paciência e leiam até o fim. Ou não. Não obrigo ninguém a ler o que escrevo aqui, afinal)
Por que não existe ala para fumantes na praia também?
Na verdade, nem precisaria se eles tivessem um pouquinho de bom senso.
Exagero meu? Ora, sou alérgica (ou, no mínimo, extremamente sensível) à fumaça desse pequeno vilãozinho da saúde, o que posso fazer? Chega bem próximo do nível de totalmente insuportável, para mim, ser obrigada a inalar aquele... aroma, que me deixa, quando pouco, irritadiça. Isso quando sinto como se meus pulmões estivessem realizando uma greve juntamente com meu nariz e fechar tudo quanto é passagem respiratória...
Mas voltemos ao foco desse texto.
Quem fuma poderia ao menos caminhar um pouquinho e ir para a entrada da praia, assim o vento que vem do mar não levaria aquela fumacinha odiável para dentro da narina de pessoa alguma. Seria ótimo, já que, para saciar a vontade que essa dependência cria, o indivíduo deveria levantar do seu confortável assento para ficar, muitas vezes, ao sol, pisando naquela areia fofa e quente... E isso já faz com que a vontade passe um pouco, deixando a preguiça falar mais alto. Maravilha, seus (e os meus) pulmões agradecem juntamente com a atmosfera (afinal, querendo ou não, você iria queimar algo. Combustão, liberação de C, CO, CO2, sabem como é) e, ainda, seu bolso também iria adorar (80% do preço do cigarro é imposto).
Algumas pessoas acreditam que os fumantes são egoístas, que eles juram não estar incomodando quando resolvem “dar uma tragadinha”. Ou ainda, que eles realmente crêem que basta colocar aquele pedaço de papel com recheio de nicotina incandescente um pouco mais para o lado (coisa de nem meio metro) para deixar de incomodar os não-fumantes.
Quer dizer, tudo bem, se quiser diminuir o seu tempo de vida, ótimo, quem está cometendo um “suicídio” é o fumante, mas precisa levar junto quem está perto?
O fumante passivo acaba sendo mais prejudicado que o próprio fumante. Criança então, que é mais sensível...
Pessoas que ficam expostas à fumaça do cigarro podem ter bronquite, pneumonia, resfriados e asma, principalmente crianças e adolescentes. Além disso, uma pesquisa realizada nos EUA constatou que a causa da doença de 3000 pacientes com câncer de pulmão estava associada ao fumo passivo.
Um cigarro aceso produz 2 tipos de fumaça:a que o fumante aspira e devolve depois que é filtrada no seu pulmão, e a chamada lateral que é aquela que o fumante passivo entra
A fumaça lateral contém 3 vezes mais nicotina, 3 vezes mais monóxido de carbono e 50 vezes mais substâncias cancerígenas.
Nos locais fechados em que é permitido fumar, as partículas da fumaça se espalham rapidamente levando a concentrações que excedem os níveis padrão de qualidade do ambiente. Atualmente nas grandes empresas já se pode ver as áreas criadas especialmente para os fumantes, não sendo permitido fumar em outro lugar. Caso não houvesse um lugar específico para os fumantes, uma pessoa que não fuma ao final de um dia de trabalho (aproximadamente 8 horas diárias) chegaria a fumar de
Diversas pesquisas vêm sendo elaboradas a respeito desse tema e, desde já, cientistas mostram que a incidência de câncer de pulmão entre os fumantes passivos é duas vezes maior do que a encontrada na população geral, e que as esposas dos fumantes têm o dobro de chance de desenvolverem este tipo de doença quando comparadas com as esposas de não-fumantes. Filhos de fumantes estão mais suscetíveis a doenças respiratórias que os demais, sem falar que o exemplo de ter pais fumantes é muitas vezes seguido por eles mais tarde.
Efeitos imediatos da poluição tabágica ambiental no fumante passivo:
Irritação nos olhos
Congestão nasal
Tosse
Dores de cabeça
Alergias
Informação retirada de um site filial do Ministério da Saúde.
Ok, essa do “até quatro cigarros em um dia de trabalho” confesso que era novidade pra mim. Agora, o resto...
Não sei quanto aos outros, mas eu me sinto bem em acreditar que não é todo o fumante que fuma dentro de casa sem se importar com sua família. Que, quando ele sente aquela necessidade de nicotina, ele se dá o trabalho de ir, no mínimo, na janela de um cômodo mais distante ou mesmo no quintal para se satisfazer.
Não sei se sou muito antiquada ou o quê, mas acredito ainda que exista uma parcela considerável de fumantes que tenham um mínimo de respeito pelos outros.
Bah, acho que já tá bom.
Só queria me expressar de algum jeito como me sinto em relação a isso.
Quando a praia era menos cheia eu não sofria com esses probleminhas que realmente incomodam... Menos gente, menos fumante no local e, portanto, uma praticamente ausência de fumaça vindo com o vento para dentro de minhas narinas.
Pra quem souber um pouco de inglês e quiser um site legal: http://www.who.int/tobacco/research/secondhand_smoke/en/index.html
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